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Notas sobre um passado logo ali: a UnB na teia de segurança e informações (1964-1985)


12 de Fevereiro por Paulo Parucker


Em sua “sala de reduzidíssimas proporções lineares”, isolada das demais salas “por divisões de madeira que não ofereciam a menor segurança paras as atividades que se impunham”, o chefe da Assessoria para Assuntos Especiais da Universidade de Brasília (ApAE/UnB) talvez se exasperasse diante do desafio que se colocava à sua frente. No baixo prédio da Faculdade de Educação, que então sediava a Reitoria, essa pequena sala compartilhava espaço com a Assessoria Jurídica da UnB, onde o chefe da ApAE acumulava também a função de advogado da Universidade, a litigar em contendas judiciais, muitas vezes sobre moradia e relações imobiliárias, problemas recorrentes em uma cidade que, inaugurada apenas onze anos antes, seguia em construção.


Contava ele, diretamente, apenas com um escriturário e uma auxiliar de serviços para fazer frente ao “objetivo ideal” de seu serviço, que era, simplesmente, “saber de tudo — e antes de todos — o que se passa em sua área”. Entre seus numerosos “clientes” estava a Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Educação e Cultura (DSI/MEC, a quem se reportava com regularidade e que lhe supervisionava o trabalho), o Comando Militar do Planalto/11ª Região Militar do Exército (CMP/11ªRM), a agência central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e o Departamento de Polícia Federal (DPF) — a propósito, este último se sobressaía “formulando pedidos de informações verbais, quase que diariamente, através de agentes credenciados”.

Talvez fosse muita coisa, mas ele, afinal, não estava só. A assessoria que comandava, por tratar de assuntos especiais, contava com ajuda em várias frentes. Tinha apoio “no complexo administrativo da UnB” (mencionou o Serviço de Pessoal, para informações sobre professores e funcionários técnico-administrativos, e a Diretoria de Assuntos Educacionais, para informações sobre os estudantes). Contava ainda com outros apoiadores, “pessoas que, apesar de não pertencerem nem a um nem a outro, tem um “fichário de meória” [sic, memória] sobre quantos trabalham ou trabalharam na UnB.”


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